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Dito & Feito - A esquerda avança na América do Sul


A vitória de um presidente de esquerda na Colômbia, Gustavo Petro, indica que o  mapa da América do Sul está sendo  tingindo vermelho, a cor de partidos de partidos de esquerda. Isso já está consolidado de Argentina, Chile, Bolívia, Peru e Venezuela, e, agora, com a Colômbia, que pela primeira vez na História, a Colômbia terá um presidente de esquerda. Em sua terceira tentativa de chegar ao poder, Gustavo Petro, que na juventude atuou no grupo guerrilheiro M-19, foi eleito com mais de 11,2 milhões de votos.

Segundo dados oficiais, Petro, ex-prefeito de Bogotá e ex-senador, obteve 50,48% do total de votos, derrotando de forma clara seu rival, Rodolfo Hernández, um populista de direita que ficou com 47,26%. A participação eleitoral, num país no qual o voto não é obrigatório, atingiu 57,88%, a mais alta desde meados da década de 1970. No primeiro turno, 54% dos 39 milhões de eleitores colombianos, dos quais 20 milhões são mulheres, votaram.

Ex-guerrilheiro

Petro militou no M-19, uma guerrilha nacionalista de origem urbana que assinou a paz em 1990.

Admirador do Prêmio Nobel Gabriel García Márquez, na clandestinidade adotou o nome Aureliano, em homenagem ao personagem de "Cem Anos de Solidão".

Preso e torturado

Foi detido e torturado pelos militares e ficou preso por um ano e meio. Sempre foi um combatente "medíocre", de acordo com seus ex-companheiros de armas.

Fazer a revolução

Em sua biografia, destaca:

— Nunca senti, ao contrário de muitos de meus companheiros, uma vocação militar (...) o que eu queria era fazer a revolução.

Lula celebra

O êxito de Petro, considerado um “importante passo na luta contra a desigualdade na América Latina e no Caribe”, foi celebrado por diversas lideranças de esquerda na Região, incluindo o Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente Lula.

— Felicito calorosamente os companheiros Gustavo Petro, Francia Márquez e todo o povo colombiano pela importante vitória nas eleições deste domingo –, escreveu o ex-presidente Lula.

A hora da mudança

Para Lula, a sua vitória de fortalece a democracia e as forças progressistas na América Latina, destacou Lula.

Segundo analistas, o ineditismo da derrota da direita no país marca uma guinada política na Colômbia, iniciada com os protestos de 2019 e 2020.

Fantasma vermelho

Deu na coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.

O  presidente encaminhou uma mensagem a um grupo restrito uma matéria da BBC News Brasil com título “Ex-guerrilheiro vence eleição na Colômbia e será primeiro presidente de esquerda do país” e comentou o resultado.

“Cuba… Venezuela… Argentina… Chile … Colômbia… Brasil???”, questionou Bolsonaro, que disputa a reeleição contra o ex-presidente Lula (PT), um dos principais líderes da esquerda brasileira.

Aras conhece Arpão

Governador Wilson Lima apresenta a Base Fluvial Arpão ao procurador Augusto Aras

Em um rápido encontro com o Procurador Geral da República, Augusto Aras, o governador Wilson Lima  vendeu o único projeto de resultados que seu governo implantou na região do Solimões: a Base Fluvial Arpão, implantada para sufocar o tráfico de drogas no Rio Solimões.

Desde a sua criação, a base policial integrada apreendeu mais de 13,6 toneladas de drogas e retirou mais de 690 armas de fogo de circulação.

A rota do pó

Inaugurada em agosto de 2020, nas proximidades de Coari, a Base Fluvial atende à região do Médio Solimões e está em operação permanente no combate ao tráfico naquela, que foi a principal, rota utilizada pelos narcotraficantes para transportar drogas.

A reunião com Augusto Aras ocorreu um dia após o procurador-geral visitar a cidade de Atalaia do Norte, para acompanhar os desdobramentos da operação que elucidou o homicídio e ocultação de cadáver do indigenista Bruno Pereira e do jornalista estrangeiro Dom Phillips.

Deboche motorizado

Enquanto o mundo inteiro se comoveu e com o brutal assassinato do indigenista Bruno e Pereira e do jornalista Dom Phillips, ocorrido no Vale do Javari, dentro do município de Atalaia do Norte (a 1200 quilômetros de Manaus), o presidente Jair Bolsonaro realizou, neste sábado (18), uma motociata pelas ruas da cidade.

Festa em dia de luto

Em clima de festa e eleição, Bolsonaro não respeitou sequer a dor dos familiares de Bruno e Dom.

Ignorou completamente a gravidade do momento e a  repercussão internacional da tragédia, que foi grande o suficiente para desgastar ainda mais a imagem do Brasil junto à comunidade internacional.

Mundo cai de pau

Enquanto a imprensa brasileira divulga sem destacar devidamente as declarações absurdas do presidente Jair Bolsonaro, a mídia internacional — principalmente a estadunidense e europeia — não poupa o governo brasileiro, responsabilizando-o pela Amazônia ter se transformado em uma terra sem lei.

Le Monde

Em editorial, o diário francês Le Monde destacou que o desaparecimento do jornalista e do indigenista lembra as ameaças que pairam sobre os “pulmões” do planeta e as populações isoladas que vivem na região, vítimas do garimpo, da agricultura agressiva, do tráfico de drogas e da visão “desenvolvimentista” do presidente Jair Bolsonaro.

“Desde que ele assumiu o cargo, o desmatamento e a extração de ouro explodiram, e a monocultura da soja, sinônimo de empobrecimento dramático da terra, está corroendo a floresta”, denuncia o jornal.

The Guardian

Na sexta-feira, 17, o diário britânico The Guardian também expôs diretamente o governo brasileiro. O fez uma homenagem ao repórter inglês, com foto na primeira página, apontando que Dom Phillips morreu tentando alertar o mundo sobre a guerra contra a natureza, em texto assinado por Jonathan Watts, ex-correspondente do Guardian no Brasil e editor de meio ambiente do diário britânico.

Amazônia em guerra

“Dom Phillips e Bruno Pereira foram mortos em uma guerra global não declarada contra a natureza e as pessoas que a defendem. O trabalho deles importava porque nosso planeta, as ameaças a ele e as atividades daqueles que o ameaçam importam. Esse trabalho deve continuar”, alerta Watts.

Cultura da impunidade

Em editorial, o Guardian denuncia o presidente brasileiro.

“O presidente do país, Jair Bolsonaro, ao dizer que algo ‘perverso’ aconteceu, também culpou insensivelmente os dois homens. Simplesmente não era do interesse de um Estado capturado por interesses extrativistas e que despreza o Estado de Direito, criando uma cultura de impunidade para aqueles que exploram a floresta amazônica e tornando seus protetores muito mais vulneráveis”.

Tá certo isso?

Enquanto o mundo cai de pau sobre o governo brasileiro, Bolsonaro diverte-se, desfilando de motocicleta na orla da Ponta Negra. E o que é pior, novamente o presidente realizou o passeio sem capacete e com escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Boiada motorizada

Mais inacreditável ainda é que uma multidão de amazonenses seguiram atrás do “circo”, fantasiados de verde-amarelo, expondo bandeiras nas sacadas dos apartamentos de xo da Ponta Negra e  fazendo “arminha” para o ex-capitão.

Cidade sem memória

Além do assassinato de Dom e Bruno, banho de sangue que tingiu de sangue o verde da floresta e as águas do Javari, esses manauaras bolsolminions esqueceram as mortes na pandemia  por falta de oxigênio, os decretos que esmagaram a Zona Franca e deixaram milhares de desempregados, os incêndios na floresta e invasão das terras indígenas por garimpeiros criminosos.

Frota Lulou

O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), que se elegeu na onda bolsonarista, declarou ontem que irá votar no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para derrotar Jair Bolsonaro.

— Não vou votar no Bolsonaro. Isso você pode ter certeza. Vou esperar e mais para frente vou anunciar minha decisão, mas com certeza no Bolsonaro nunca mais. Espero que liquidem o Bolsonaro no primeiro turno –,

Irracional

Frota hoje faz duras críticas ao governo atual.

— Foi um governo irracional, que não fala com as minorias, que não fala com os LGBTs, com as mulheres, com as pessoas que realmente precisam ser atendidas neste país -, atacou.

Liquidem no 1º turno

O deputado e ex-ator afirmou que é preciso encontrar uma maneira concreta de tirar o Bolsonaro do governo.

—Eu lutei para colocá-lo lá e vou lutar para tirá-lo. Não vou votar no Bolsonaro. Isso você pode ter certeza. Vou esperar e mais para frente vou anunciar minha decisão, mas com certeza no Bolsonaro nunca mais. Espero que liquidem o Bolsonaro no primeiro turno –, acrescentou.

ÚLTIMA HORA

Comissão do Senado pede proteção  e segurança aos indígenas do Vale do Javari

Senador Randolfe (Rede-AP) integra a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado

Com a aprovação de sete requerimentos, nesta segunda-feira (20), a Comissão de Direitos Humanos (CDH) decidiu aprofundar sua participação nas investigações e medidas referentes aos assassinatos de Bruno Pereira e Dom Philips e à situação do Vale do Javari, no Amazonas.

O REQ 36/2022 - CDH, de autoria do presidente da Comissão, o senador Humberto Costa (PT-PE), pede que seja garantida “a imediata proteção e segurança aos vigilantes indígenas que compõem a Equipe de Vigilância da Univaja (EVU)”, a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari. De acordo com o senador, a solicitação de proteção foi feita pelos próprios ameaçados.

— A nossa solicitação advém de um pedido que nos foi feito por todos aqueles que trabalham com a Univaja e com outras instituições, naquela região do Vale do Javari, pessoas que estão ameaçadas, inclusive indígenas, e eu requeiro a aprovação desse pedido, para que nós tomemos as providências para acionar a Polícia Federal, o próprio ministro da Justiça, a Polícia do Estado do Amazonas — afirmou Humberto.

Comissão vai chamar o ministro da Justiça, Anderson Torres, para prestar informações sobre o “aumento da criminalidade e de atentados contra povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e jornalistas na região Norte e em outros estados”, e sobre as providências adotadas diante dos assassinatos de Bruno e Dom.

ORGULHO

O rabino Uri Lam fez uma homenagem, durante uma oração judaica em São Paulo, para lembrar o indigenista Bruno Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips, que atuavam para defender os povos originários e a floresta amazônica e foram brutalmente assassinados. Na oração, chamada de kadish, ele cantou a música indígena entoada por Bruno (foto) em um vídeo que viralizou nas redes sociais depois de sua morte (veja abaixo). “Pela elevação da memória de Bruno Pereira e Dom Philips”, disse Lam, ao fim da prece.

— Eu não sei o significado, está numa língua indígena, que eu não conheço. Só consigo cantar, e com o coração –, disse o rabino.

VERGONHA

Os indígenas do Vale do Javari foram os primeiros a realizarem buscas pelo indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips e também os que primeiro identificaram a região em que os corpos estavam, mas foram excluídos e ignorados na entrevista coletiva dada por forças de segurança na noite desta terça (15). Representantes da Polícia Federal, do Exército, da Marinha, do Corpo de Bombeiros, das Polícias Civil e Militar gastaram boa parte do tempo louvando o próprio trabalho e a "integração" entre agências federais e estaduais (ignorando que, se o trabalho fosse de fato exemplar na região, os dois não teriam sido mortos). Mas nenhuma palavra foi dada sobre as entidades indígenas. a "integração" entre agências federais e estaduais (ignorando que, se o trabalho fosse de fato exemplar na região, os dois não teriam sido mortos). Mas nenhuma palavra foi dada sobre as entidades indígenas que garantiram o sucesso da operação até que a jornalista Katy Watson, correspondente da BBC para a América do Sul, afirmasse que "os indígenas ajudaram muito com as buscas, mas ninguém mencionou isso".

Redação BMA

Redação BMA

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