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“Agência Nacional trava exploração de Petróleo e Gás em 18 áreas do Amazonas”, diz Josué


“O Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) já disse que essas áreas (região do rio Amazonas) não são áreas indígenas, ou seja, são áreas que a atual legislação permite a exploração do petróleo e do gás. Só que aí vem o jabuti, e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) está dizendo que essas áreas são terras indígenas, o que é uma contradição, pois o Ipaam e a Funai (Fundação Nacional do Índio) revelam em um estudo que elas não são áreas indígenas”.

A declaração é do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto nesta quarta-feira (12), durante discurso no plenário Ruy Araújo sobre um estudo apresentado pelos órgãos ambientais do Estado e uma autarquia federal.

Segundo ele, “existem áreas no Estado do Amazonas, que podem se explorar o petróleo e gás e não são áreas indígenas”e nelas estão  “a redenção do povo do Amazonas”.

Josué Neto explicou que essa atual problemática requer atenção, pois remete desenvolvimento, emprego e riqueza, por meio, da indústria do petróleo nos Estados. “A Texaco, Esso, as multinacionais americanas, árabes, européias, enfim querem vir para o Amazonas investir no petróleo, e aí a Agência Nacional de Petróleo está dizendo que não pode porque o que está ali é área indígena. O que a ANP fez? Ela retirou essas áreas dos blocos que podem ser explorados. Sabe o que Agência está querendo dizer com isso? Não, o povo do interior do Amazonas e também, claro, de Manaus tem que continuar na miséria. Nós não podemos explorar petróleo no Amazonas. É isso que Agência Nacional está dizendo”, revelou o presidente da Aleam.

Alternativas

Segundo Josué Neto, o Amazonas precisa buscar novas alternativas limpas que não destruam a natureza. “Não tem lugar nenhum do mundo que diz: ‘Nós estamos extraindo gás e acabou com a natureza, ou seja, é mentira. Quero deixar apenas muito claro, que quando falamos de exploração dos nossos recursos naturais nós não queremos ter novas matrizes econômicas para substituir o modelo Zona Franca de Manaus, não é isso, não é trocar um pelo outro, mas sim somar, agregar porque a Zona Franca não conseguiu realizar desenvolvimento, renda e emprego no interior do Amazonas”, finalizou o parlamentar.

Redação BMA

Redação BMA

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